Vrum!

  1. O Velho e o Trem (4:05)
  2. Pedro e sua Bicicleta (3:56)
  3. Cadeado da Cela (feat. Guilherme Schwab) (3:40)
  4. Realejo (4:01)
  5. A Festa (4:24)
  • Composição: Fred Ostritz
  • Arranjo: Andy Ferreira, Bernardo Salgueiro, Breno Ronchini, Cesar Castro, Fred Ostritz
  • Produção Musical: Thiago Rodrigues
  • Mixagem: Roberto Lly
  • Masterização: Sage Audio
  • Participações:
  • Guilherme Schwab: Guitarra, Lapsteel e Voz (Faixas 3 e 4)
  • Bubu Silva: Arranjo de metais e Trompete (Faixas 3 e 5)
  • Vitor Tosta: Trombone (Faixas 3 e 5)
  • Laudir de Oliveira: Percussão (Faixas 3, 4 e 5)

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O Velho e o Trem


Um velho me acordou:
"-vai pro trilho ou fica no trem?"
Me dizendo aonde estou
Apontando o que logo vem

É onde a estrada se divide
É onde o tudo encontra o nada
E a vontade que insiste
Em dizer que logo vai

Vai saber aonde o destino é condição
E viver o que o acaso traz na contramão

O sonho que ficou
Acordado pelo vintém
Pro outro lado seguiu o amor
Fazendo graça do que não tem

É quando unem-se os comparsas
Pra uma nova geração
Pedindo luz a quem se cala 
No caminho dos que se vão

Vai saber aonde o destino é condição
E viver o que o acaso traz na contramão
    
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Pedro e sua Bicicleta


Por detrás dessa cortina
Papai não pode ver
Por onde anda Pedro com a sua bicicleta
Girando mandou confirmar o mundo
O esperado encontro
Entre o curinga e o poeta

Clandestino, Pedro se perdia em sua highway
Dilatando os caminhos na sua retina

Por detrás de cada luz dourada há de se haver
Um camarada trazendo a cura
Pro mal do cotidiano
Aquele mesmo que nunca dura: A boca seca e a vista escura

Clandestino, Pedro se perdia em sua highway
Dilatando os caminhos na sua retina
Clandestino nos atalhos, Pedro se perdia
Dilatando os caminhos na sua retina
Era uma highway!
    
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Cadeado da Cela


Pula pela tela o cadeado da cela
E corta o cio como quem apaga um pavio
Bota o pé na porta e lhe convida à janela
Era ela, lhe contando o que você já viu

Entre a mesma história e a interrogação
Sopro de memória e um controle na mão
Tira da tomada que dá até pra ouvir
A outra intenção
São as portas que te tiram daí

Ah, se você quiser sair
Se não quiser também
Se você quiser sair
Se não quiser
Fica tudo bem
    
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Realejo


Por essa terra, hoje não mais do que era
Até a próxima estação
Pelo poder do giro da esfera
Que cobre um rosto
E cobra um esforço
Por pouca ocasião

É que ecoam as mesmas histórias
Pra tentar não esquecer
E ter aonde encontrar, se acaso a falta aqui bater

Que soem versos em antares ou cruzeiro do sul
Quando a noite cobre o que é azul
Se eles virarem canção, que seja em tm maior
Se a pergunta ainda é forte
O norte é uma flor
    
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A Festa


Fica Acordado
Que quem não dorme sonha pouco
Se livra do sufoco
De ter um porto pra chegar

Eu te dou algumas notas
Pra montar esses acordes
Com pouco medo e muita sorte
A roda para de girar

Ainda que o tempo não encontre seu desejo
Siga até onde vão os tais acordes fortes
Essa é a lei

Bem-vindo à festa
Não sai do tom
Só interessa
Se o som é bom
    
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